domingo, 9 de outubro de 2011

8ª séries: O século XXI e a Globalização

Em 2001 começou o século XXI, marcado pela Globalização, pelo neoliberalismo e pela revisão do socialismo.
No século XX, ocorreu a consolidação das empresas multinacionais, acompanhadas da revolução tecnológica, levando à internacionalização do capital.
Diversos acontecimentos dissolveram a estreiteza que separava o mercado internacional dos investimentos nacionais e os interesses capitalistas se voltaram para os fluxos globais de mercadorias, capitais e informações.
O antigo espaço mundial começa a adquirir unidade, modificado, remodelado em função das novas necessidades econômicas. A Globalização é a internacionalização da economia, apoiada no avanço tecnológico, na aceleração da mobilidade de capital e na ampliação do poder das empresas transnacionais.
O século XXI nasceu sob o prisma do mercado globalizado, que tem as suas bases nos investimentos, visando ampliar a área de atuação geográfica das empresas transnacionais.
Assim, podemos caracterizar a Globalização pela:
§         aceleração das transações econômicas e da circulação de capitais;
§         liberdade de circulação de bens;
§         expansão dos fluxos de informações, aproximando povos distantes;
§         crescente difusão de valores políticos e morais;
§         ampliação do conhecimento e do saber, facilitando as comunicações entre os povos.
Convém salientar que a Globalização não atingiu todos os países da mesma maneira e abrange de forma diferente as comunidades envolvidas.
A mundialização da economia levou o Estado a adotar a política neoliberal, submetendo-se às regras do capital internacional, engendrando uma nova relação entre o Estado e o mercado. Nesse sentido, ocorreu a privatização de empresas públicas e a redução das taxas alfandegárias. As políticas econômicas nacionais passaram a ser coordenadas em escala internacional. O Estado assumiu o papel de intermediário entre as novas forças externas e a nação, que encaminha as suas reivindicações diretamente para os organismos internacionais, uma espécie de governo mundial, como a ONU, o Banco Mundial, o FMI.
Os Estados que adotaram a política neoliberal dão prioridade às exportações. O objetivo é produzir para fazer dinheiro, não para satisfazer às necessidades da sociedade. Outra prioridade é o capital financeiro, a especulação, onde o Estado assumiu a defesa dos ricos, vistos como aqueles que multiplicam os investimentos que, teoricamente, multiplicariam os empregos, o que nem sempre ocorre na prática.
Nas décadas de 80 e 90, o desemprego se tornou estrutural e cresceu vertiginosamente, sem apresentar possibilidades reais de recuperação de emprego e de salário.
O neoliberalismo, ao causar o desemprego estrutural, acaba alijando as populações do mercado de trabalho. Os jovens e as mulheres são os maiores atingidos por esse tipo de desemprego. Nesse processo, os sindicatos são cada vez mais esvaziados, pois o programa neoliberal procura coadunar o desemprego estrutural com a redução ou supressão dos sindicatos e das organizações de trabalhadores.
A serviço dessa nova etapa do capitalismo, fundamentada no capital financeiro, apareceu uma nova classe dirigente: a nova burguesia, assessorada por tecnocratas. São pessoas que orientam desde a produção de bens e serviços até a política governamental ou a melhor estratégia empresarial.
A ideologia neoliberal se expressou na Globalização, a qual encobre a hegemonia norte-americana no mundo, impondo os seus interesses às demais nações, defendendo e estimulando a livre ação da lei de oferta e procura.
A Globalização é um processo objetivo de integração econômica impulsionado pela expansão do capital.
O neoliberalismo é um arcabouço teórico de políticas orientadas para a desestatização de empresas públicas, a desregulamentação das atividades econômicas, levando à marginalização de milhões de trabalhadores, o que se constitui numa estratégia de abertura e conquista de mercados, pelo grande capital, dos países desenvolvidos, num movimento de recomposição e relançamento da supremacia do imperialismo norte-americano.



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